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Palacete II - O CAOS

Sábado, 23.10.10

Palacete II – O CAOS

 

Lembram-se das fotos da casa nova? Pois, então apreciem o estado da casa:

O meu quarto e do homem.

 

 

 

O quarto da Maria (onde está a Maria??)

 

 

A sala.

 

 

 

 

A cozinha.

 

 

A casa de banho foi a única coisa que ficou logo semi-arrumada.

 

 

 

A Torre de Papel.

 

 

 

A coisa boa no meio disto tudo, é que estamos sem internet (estou no cybercafé aqui da esquina), e não há distracções... por isso é só arrumar, arrumar, ARRUMAR!!! Desejem-me sorte!

 

 

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Palacete II

Sábado, 23.10.10

Estes últimos dias/semanas têm sido de doidos e azarentos, ao ponto que se tivesse estado em Portugal teria ido à bruxa! Agora, que as coisas aparentam estar mais calmas, já consigo respirar… e pensar que o pior já passou.

Acho que ainda não disse, mas eu quando voltei da terrinha não vim de mãos a abanar… pois, trouxe uma coisa grande e barbuda aka ‘o homem’ comigo.

 

Pois o meu homem, acabado de chegar a terras de Sua Majestade… ainda mal ambientado coitado, já testou em primeira mão o serviço nacional de saúde cá do sítio (NHS). Paramédico, ambulância, serviço de urgências (A&E), e dois serviços de internamento.

Como se a situação não fosse suficientemente azarada, isto tudo acontece na véspera de recebermos as chaves da casa nova… e 3 dias antes de entregar as chaves da casa velha. Para alegrar a coisa ainda mais, a Maria não conseguiu trocar os turnos e só conseguiu ajudar a carregar as coisas uma noite e quatro horas de uma manhã.

Deja vu… pois na mudança da barraca para o palacete, também tive de fazer uma data de viagens sozinha, e muito pouco tempo para esvaziar e limpar a casa.

 

Entre, meter tudo em caixas/sacos do IKEA, visitas ao homem doentinho no hospital, formação para um trabalho que me apareceu (assunto a desenvolver), limpar casa nova, descarregar coisas, limpar casa velha, etc, etc… posso dizer que me safei muito bem, embora hoje, dois dias pós-mudança ainda sinto como se tivesse sido um milagre eu ter conseguido fazer tudo a tempo.

(Nota, o homem teve alta do hospital uma noite antes de entregar as chaves, mas como não podia carregar coisas nem fazer esforços, só me podia ajudar abrindo as portas.)

 

Enfim… vamos mas é às fotos que é isso que interessa.

 

A entrada de casa.

 

A entrada para os apartamentos.

 

 

A entrada do palacete II (desta vez somos o apartamento número 2).

 

 

O quarto da Maria

 

 

 

O meu quarto e do homem.

 

 

 

 

(Tem três janelas e faz um cantinho giro.)

 

A casa de banho.

 

 

O lavatório todo pipi.

 

 

A cagadeira.

 

 

A banheira com um torneira toda modernaça.

 

 

A sala-de-estar.

 

 

 

A cozinha.

 

 

 

 

Que acham?

 

Eu gosto de só ter carpete nos quartos e de ter aquecimento no chão. Também prefiro o layout desta casa e fogão a indução… mas há coisas que ainda não me habituei, voltar a ter só uma casa de banho, o depósito de água quente em vez da caldeira sempre a bombar... estar no rés-do-chão. Enfim, mas são coisinhas que de certeza quando o caos da desarrumação passar, já não me farão diferença nenhuma.

No próximo post de ‘Vinagre nas Batatas Fritas’, Palacete II – O CAOS.  Não percam o próximo episódio porque nós também não!

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Sabem o que me apetecia agora mesmo???

Sexta-feira, 15.10.10

 

Uma carne à Alentejana.... mas feita pela mãe ou pela minha tia Cristina!

 

 

Hoje, o jantar cá em casa é sopinha de espinafres e torradas... vida madrasta né?

 

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Vista panoramica

Terça-feira, 12.10.10

Já encontramos casa e em breve estamos a deixar o palacete. De momento no palacete reina o caos, caixas e sacos por todo o lado... uma real barafunda!

 

Definitivamente, mudar de poiso é um stress do caraças... e por mais vezes que tenha trocado a minha trouxa de um lado para o outro, continuo a achar a tarefa uma grande cagada. É impressionante a quantidade de tralha que eu acumulei ao longo deste ano.

 

Já tenho umas sacas cheias de coisas para a caridade, e outras tantas com coisas para reciclar e 'freecycle'.

 

A casa nova é mais pequena do que o palacete e fica numa zona diferente de Bournemouth. É com muita pena que vamos abandonar Boscombe... mas o que tem de ser tem muita força, e sinceramente não encontramos nada de jeito na nossa extensa busca de casa nova. Mas haveremos de continuar a fazer expedições a BosVegas, especialmente em dia de mercado quando o nosso stock de carne estiver fraco.

 

Ao deixar Boscombe iremos deixar também as nossas vistas do costume. Os drogaditos a consumir, as meretrizes a trabalhar, a ocasional velhota em tule rosa a tocar violino montada na bicicleta... ahhh, a magia de Boscombe! Não há dia onde não haja algo extraordinário na rua... ou então uma frota de carros da polícia!

 

A vista do quarto da Maria é a que vai ser a mais afectada... pois de momento a janela dela fica virada directamente para isto:

 

 

A imagem não faz justiça à vista...

 

 

É caso para dizer que a vista do nosso vizinho é uma merda... literalmente! E por consequente, também a da Maria...

 

Desde que nos mudamos para aqui, a janela do nosso vizinho do lado tem uma quantidade fenomenal de merda de pombo encrostada.

Nunca vimos aquelas janelas limpas, e para quem pense que a casa está abandonada desengane-se... aquilo é a janela de o quarto de alguém, e esse alguém até abre a janela para arejar o quarto (?)

 

A Maria está feliz, pois a vista do quarto dela na casa nova é menos merdosa... e em principio a vizinhança também!

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Videl às 23:03

E ainda sobre a coisa...

Segunda-feira, 04.10.10

Continuando a aventura que foi buscar a coisa.

 

Em primeiro lugar, tenho que falar sobre a coisa... A coisa é um Fiat Punto com 10 anos, 1.2, gasolina, manual, e na altura tinha 69025 milhas. O carro está em muito bom estado por fora e por dentro, a direcção está bem apertadinha, a embraiagem está boa, não treme nem faz ruídos malucos... conduz-se bastante bem!

 

No entanto, não tem luxurias absolutamente nenhumas... não tem fecho central, nem vidros eléctricos, e o rádio é de cassete e de momento precisa de um código... mas para recuperar o código preciso de tirar o rádio cá para fora e ver o número de série, e para isso preciso de arranjar as chaves do rádio... enfim.

 

Na realidade passar do Peugeot para o Punto, é tal qual como passar de uma charrete para a lombeira da mula... mas não me tem feito confusão nenhuma. Afinal de contas o que eu preciso é de um carro que me leve de x a y, desde que o carro não me empane no caminho, eu ando feliz.

 

Eu admito que estava com algum receio da viagem... simplesmente porque seria a primeira viagem longa dele nas minhas mãos. Não conhecia o carro, não sabia como ele desenvolvia, etc... então com algum cuidado lá segui para baixo.

 

Eram 16:30 quando saí de Overton...  com indicações do amigo e com um mapa ao lado, lá fui eu. Pelos calculos demoraria cerca de 4:30 de viagem (yeah right).

A primeira mudança de planos foi logo em Shrewsbury... em Shrewsbury fiquei de apanhar a A5 para apanhar a M54 e depois a M6... assim que me apanhasse na M6 eu já sabia por onde tinha que ir. Mas qual M6??? Eu mal a M54 apanhei, estava para lá um jogo futebol e não sei mais o quê, e fecharam estradas e estavam a direccionar o pessoal para outra estradela. Não tive escolha... se há coisa que me faz confusão aqui, é que em vilas e outras localidades mais pequenas, a sinalização deixa muito a desejar... pois normalmente as indicações são para outras vilas no meio de nenhures, e é raro aparecer o nome das cidades principais ou números de auto-estradas. Lá tive de parar à beira estrada e ver se ao menos estava a ir para o lado certo... felizmente eu tenho boa localização geográfica, e sei que o sul fica ali e o norte por ali...

 

Quando o rei fez anos lá vi uma placa a dizer M54 e Wolverhampton, hurrah! Estava no caminho certo... agora só tinha mesmo de apanhar a M6 a seguir a Birmingham. E o Punto a portar-se maravilhosamente...

Em Birmingham começou a chover, lá fui testar o limpa pára-brisas (que na realidade devia ter testado logo assim que entrei no carro), estava tudo nos conformes... e ainda bem, que minutos depois começou a chover torrencialmente e o spray era tanto que deixou de se ver a estrada os sinais, tudo!

Quando dei por mim, já tinha passado Birmingham, passado a entrada para a M6 e encontrava-me numa estrada nacional que ligava à M1. Porra, já tinha seguido demasiado para este. Mas como o tempo estava uma real cagada, decidi que seria mais seguro ir dar à M1... que na M1 eu já não me perdia.

 

Parei numa estação de serviço, fix xixi, e dei de beber à coisa... ainda estive a ver se estava a cagar óleo... nops, tudo parecia okay. Já passavam das 19:30 quando voltei à estrada, ou seja, já tinha 3 horas de caminho e nem perto eu estava de casa!

 

Na M1, lá vi a saída para a A43... ora A43, M40, Oxford, A34, Winchester, M3. Pensei eu... e teria sido, caso não trabalhos na estrada não me tivessem desviado, mesmo para o centro de Oxford... e sempre a chover torrencialmente! Lá gastei uns 40 minutos em Oxford, perdidinha da silva... sinais para sair da cidade, nada! Só nome de vilas desconhecidas... então lá parei no driveway de um mano qualquer e toca de ler o mapa. Lá vi um nome que me pareceu familiar, e segui uma estradela... quando vi M3, Winchester, Southampton escrito...  senti-me tão, mas tão aliviada!

 

Mas o alívio foi de pouca dura... assim que me apanhei na M3, logo a seguir ao acesso, dei com trânsito completamente parado... boa coisa não havia de ser. E não foi, liguei para casa para ver se alguém me conseguia ver o que se passava na net... mas nada, trânsito na M3 normal sem congestionamento. Sem congestionamento my ass! Ao fim de 20 minutos começou-se a andar e deu para ver o que se tinha passado... um pile-up com 5 carros e 2 camiões, mas ninguém ficou mal. Tive sorte eu não ter ficado lá parada a noite inteira... que normalmente estas coisas são morosas.

 

Depois nada mais de inconveniente se passou... a não ser a chuva torrencial que não dava tréguas, e aquaplaning a dar c'um pau.

 

Já passavam das 22:30 quando cheguei a casa... cansada mas segura! Com uma pratada de Kedgeree à minha espera, cortesia da Maria.

 

E com 6 horas de viagem e 450 km depois, o Punto passou com sucesso um test-drive dos diabos. Não se cagou em óleo, nem sobre-aqueceu, nada! A única coisa que me fez impressão foi a falta do barulho do rádio... mas nada que o leitor de mp3 não tivesse resolvido :P

 

E assim foi... a minha aventura para ir buscar a coisa. Se não pifou nesta viagem, é capaz de se aguentar uns tempos sem me dar problemas :)

 

 

 

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A coisa

Domingo, 03.10.10

Há já imenso tempo que não me metia em aventuras destas... mas como ficou provado, ainda não lhe perdi o jeito.

 

Ficou decidido há  coisa de três dias atrás, que no Sábado eu ia buscar uma coisa... só que essa coisa estava nada mais nada menos que em Chester. Aqui vai o mapa para terem percepção da coisa.

 

 

Como agravante, não podia levar o carro para cima, pois a coisa não me cabia no carro. Enfim... um verdadeiro dilema! Mas nada que a maravilhosa internet e transportes públicos não resolvam.

 

Por isso lá fui eu marcar bilhetes... infelizmente, devido às horas a que tinha de chegar a Chester e ao facto de ser fim-de-semana, não consegui fazer as batotas do costume...  As batotas do costume são comprar bilhetes através do megabus ou do megatrain, que são uma pechincha (do género £1.50), e vão para Londres tal qual como os outros, e depois de Londres eu logo me desenmerdava.

Eu prefiro viajar de comboio, mas para ficar com a consciência tranquila, comparo sempre com os preços dos autocarros.

 

Se quisesse ter ido de autocarro teria pago £54, e a viagem demoraria 9 HORAS... também teria de ter trocado de autocarro umas 4 vezes e com tempos de espera brutais! No way Jose!

 

De quimboio, a coisa agradou-me MUITO mais... o preço dos bilhetes variava entre as £33 e as £90, e a viagem só demoraria 5 horas. O pior mesmo seria a correria no tube, de Waterloo para Euston, pois tinha uma margem de tempo minúscula... e com a Victoria e parte da Northern 
line fechadas, ui! (Todo o santo fim-de-semana esta gente fecha linhas para reparação). Enfim, arrisquei e lá comprei bilhetes. Novamente por causa das horas não consegui comprar o bilhete das £33, mas safei-me com £41.

 

Eis o itinerário:

 

Boscombe - Bournemouth
Bournemouth - London Waterloo
London Waterloo - Euston

Euston - Chester

 

E assim foi...

Às 9 horas saí de casa, e apanhei o autocarro para a estação. Ainda tive que andar uns 10 minutos, mas felizmente não estava a chover por isso não entrei no comboio a pingar.

Assim que ponho as patinhas na estação, vejo uma quantidade estúpida de polícias... ninguém sabia o que se passava, mas via-se que estavam à caça de alguém. Cada comboio que parava na estação, era recebido com um polícia em cada porta das carruagens... mas não apanharam ninguém, o que foi uma pena que eu e as velhinhas queríamos era ver os polícias jeitosos em acção.

Entretanto o meu comboio chegou... e depois da polícia ter deixado a malta entrar, lá fui eu. Assim que entrei na carruagem, vejo longo dois fedelhos a mamar com budweisers... excusado será dizer que ainda mal batiam 10 da manhã! Lá escolhi uns bancos mais para a frente para o caso das budweisers lhes caírem mal.

Abanquei, pus a minha leitura em dia, ouvi música... etc. 
Bournemouth, Pokesdown, Christchurch, New Milton, Brockenhurst, Southampton, Southampton Airport,  Winchester, Basingstoke, Clapham Junction, Waterloo.

 

Já passava das 12:30 quando cheguei... toca a correr (leia-se CORRRREEEEERRRRR tipo sprint!) para apanhar o outro comboio.

13:10 lá estava eu sentadinha num dos comboios xpto da Virgin Trains. Lá comi uma sandocha que o estômago já andava a fazer uma constrangedora chinfrineira do inferno... e ainda bem que marchei a sandes logo no início da viagem, que minha gente... aquele comboio era rápido para xuxu!

Só parou duas vezes, e eu não faço ideia do top speed daquilo... mas a linha tinha curvas em relevé que a gente ficava quase todos de lado. Ao olhar para fora, aquilo mal dava para apreciar a paisagem... as ovelhas tornaram-se blurs brancos no meio do verde! No entanto consegui captar um graffiti bem grande com a clássica palavra PUTA!!!

 

Muitas vaquinhas, muitas ovelhas... muito verde! E depois lá para cima a linha segue o rio Trent, e vê-se montes de barquinhos, velhotes a pescar, e até malta a acampar no meio do nada à beira-rio.

O comboio só fez duas paragens, Milton Keynes e Crewe... e truca eram 15:12 estava em Chester. O comboio não se atrasou nem um segundo!

 

Na estação lá estava um amigo à espera, que me ia levar ao sítio onde estava a coisa... Wrexham, já no País de Gales. Os sinais bilingue, a quantidade brutal de ovelhas em tudo o que é sítio... nunca tinha estado no norte de Gales, mas tive uma sensação de 'regresso' à origem... poís foi no sul de Gales que esta nova etapa da minha vida começou.

 

Quando cheguei a Wrexham, mais propriamente à pequena vila de Overton no meio de nenhures... deparei-me com a coisa :)

 

 

E só digo isto.....

 

É MEU!!!

 

(mas mesmo meu :P)

 

 

 

~ Eu logo conto a aventura que foi voltar com ele para baixo!! Agora vou comer que tenho fomeca!

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